Sistema visual

Bombardeado pela luz, composta por ondas eletromagnéticas, o olho humano recebe este estímulo que, conduzido ao cérebro por um sistema visual complexo, transforma-se em uma sensação de cor.  Esta intricada metamorfose deve-se à fisiologia do olho humano.

A córnea, forma uma camada protetora do interior delicado. A luz, quando passa pela abertura do olho (pupila) e pela lente (cristalino), que é formada por um tecido elástico, é refratada no humor vítreo e direcionada para a retina.

É na fóvea, área mais sensível da retina, que se forma a imagem captada do ambiente.. O olho contém 120 milhões de células fotossensíveis divididas em dois tipos básicos, os bastonetes e os cones. Os cones concentram-se na fóvea – pequena parte central da retina – e os bastonetes na periferia.

Os cones e os bastonetes estão ligados por uma intrincada rede de células ao nervo óptico, que transmite ao cérebro, a informação gerada por eles. Esta informação é consequência da atividade eletroquímica que acontece nos fotorreceptores.

Quanto maior a exposição à luz, mais saturados os bastonetes ficam, contribuindo menos para a visão. Sob estas circunstâncias, os cones operam efetivamente, produzindo uma visão normal da cor. Sob uma baixa iluminação, os cones não são sensibilizados o suficiente, fazendo com que os bastonetes atuem produzindo a visão noturna, com pouca cor ou acromática.

Os cones e os bastonetes estão ligados por uma intrincada rede de células ao nervo óptico, que transmite ao cérebro, a informação gerada por eles. Esta informação é consequência da atividade eletroquímica que acontece nos fotorreceptores.

Teoria Retinex – Edwin Land e Polaroid
Assume a existência de 3 tipos de cones: os de ondas curtas (S), o de ondas médias (M) e o de ondas longas (L).
Land fala que os cones são organizados em sistemas diferentes: Sistema Retinex L; Sistema Retinex M e Sistema retinex S. Cada sistema forma uma imagem acromática no campo visual.

Estágios da visão da cor

1. Estímulo físico – luz
2. Composição do espectro – diferenças de comprimento de onda e frequência resultam na percepção de diferentes cores.
3. Mensagem fisiológica – transmitida da retina por meio de uma complexa rede neural até o cérebro.
4. Interpretação da mensagem – no cérebro, misturado a outros estímulos, o estímulo visual interage com a memória na percepção que, também, inclui tamanho, forma, distância, velocidade, profundidade, sombra e muito mais.

Alguns efeitos são produzidos no olho humano a partir da tricromacia, que denomina as três características da cor. São elas:

Tonalidade – característica pela qual se dá nome às cores. Por exemplo: vermelho, azul, amarelo e verde.
Luminosidade – característica pela qual reconhecemos que uma cor é clara ou escura.
Croma – característica pela qual uma cor se distancia da escala de cinzas ou acromáticos.

Em relação aos estímulos luminosos, a cor possui uma constância, que mesmo quando mudamos a fonte luminosa sobre uma superfície, percebemos a cor como a mesma. O nível de iluminação não afeta o nosso julgamento em distinguir o branco, cinza e preto. Helmholtz explicou que neste efeito, a memória tem papel importante.

Quanto às tonalidades, existem diferentes efeitos de contrastes entre as superfícies, quando vistas simultaneamente, tais como:

1. Contraste simultâneo – na relação figura / fundo muda-se a percepção da cor da figura em função do fundo (imagem posterior)
2. Contraste sucessivo – está relacionado com a formação das imagens posteriores.
3. Imagem posterior – podem ser de dois tipos:
3.1 Imagens posteriores positivas – são formadas quando, após observação fixada de um objeto, fechamos os olhos e vemos o objeto com sua cor original.
3.2 Imagens posteriores negativas – quando saturamos a retina fixando o olhar em um objeto e depois olhamos para uma superfície branca, enxergamos a cor de complemento da cor original.

Alguns problemas podem ser detectados em relação à percepção dos estímulos luminosos, como por exemplo, a cegueira de cor, que é a incapacidade em distinguir cores. A mais comum é confusão entre vermelho e verde. Ela pode ser categorizada em:

Protanopia – problemas na percepção de cores com ondas longas.
Deutranopia – problemas na percepção de cores com ondas curtas.

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