Arquitetura

Dicas

Cores na casa

Em matéria no caderno Morar Bem do jornal O Globo, edição de 31/3/2013, vimos como o designer Gilson Martins se  relaciona com as cores, que saem dos produtos que ele projeta e invadem a sua casa.

Na cozinha, as cores podem ser trocadas conforme a iluminação em LED. Funciona como uma cozinha demostração mais usada em festas.

No cotidiano feijão com arroz, me pergunto como seria harmonizar as cores, assim como fazemos com os vinhos.

Muito complexo!

Já no terraço, um primor! A cor amarela movimenta o cinza monótono do concreto, fazendo um contraponto com as diferentes tonalidades da paisagem.

É uma cor vibrante, alegre e que estimula a conversa, assim como devem ser as festa ali promovidas.

Parabéns!

Tem Selaron lá fora

Me deparei com o trabalho do artista alemão Horst Gläsker, que tem uma série de interferências em arquitetura.  A escadaria Holsteiner em Wuppertal – esquerda – me lembrou bastante o trabalho de Selaron – direita - artista argentino radicado no Rio de Janeiro e conhecido por uma interferência que fez em uma escadaria na Lapa.

Ambos os artista tiveram como objetivo, transformar o ambiente urbano em um momento poético na vida das pessoas.  Tornando-os uma referência para a vida de todos que usufruem a passagem mágica que uma escada significa: a ligação entre diferentes níveis.

O sucesso do Hotel Pantone, localizado em Bruxelas na Bélgica, pode ser explicado porque ele desperta o nosso lado mais lúdico, onde a cor não tem regras do que se deve ou não usar.  O hotel é uma experiência, e isto é que o torna único.

 

Ao visitar a página http://www.arcoweb.com.br/noticias/vidro-fume-cria-ilusao-otica-edificio-desenhado-zaha-hadid.html, fiquei impressionada com o efeito conseguido pela arquiteta Zaha Hadid.

O vidro fumê na facha provoca um efeito visual que brinca com o olhar, dando a sensação de que a torre é mais larga na parte superior.  Vamos analisar: a teoria da Gestalt nos dá uma excelente explicação, o desenho d parte escura provoca o alargamento da estrutura devido ao contraste de luminosidade com o vidro mais claro.  Em um vestido, afinaria a cintura e tornaria o corpo mais esbelto.

Projeto de Zaha Hadid para a sede da empresa francesa CMA CGM em Marselha, França, com altura acima dos 142 metros.

 

 

 

 

 

 

A cor é um fator decisivo no impacto emocional provocado por um lugar.  As escolhas cromáticas criam condições visuais que afetam fisiológica e psicologicamente as pessoas, interferindo no tamanho, forma, material utilizado no projeto.

 

 

O ambiente e condições visuais confortáveis
A questão que envolve a quantidade de luz mais favorável para tornar um ambiente confortável, ocupa há muitos anos os engenheiros. Tanto a luz muito fraca, quanto a muito forte pode incomodar a visão. O Design de Interiores deve contemplar o conforto visual e, também, o emocional. Controlar os contrastes extremos entre escuridão e iluminação é essencial. Se este contraste não é regulado, os músculos da Iris ficarão sob intenso estresse, porque a pupila é forçada a um constante ajuste. Não podemos esquecer de que o olho humano enxerga melhor sem tensão.

Índices de refletâncias ideais
Paredes – 50% e 60% – se chão equipamento forem escuros. 60% e 70% se as outras superfícies forem claras.
Uma cor deve refletir não menos de 25% e não mais do que 40%.
Chão – no mínimo 25%.
Equipamento e mobiliário – entre 25% e 40%

Os efeitos da luz nas cores
Cada cor se ajusta a fonte luminosa em um determinado ambiente e, dependendo do espectro luminoso da fonte, as cores reagem de forma diferente. Após experimento, A.A. Kruithof percebeu, em 1941, que as pessoas preferiam luzes frias sob grande intensidade luminosa e cores quentes sob baixa intensidade luminosa. Ele, também, relatou que objetos e superfícies teriam uma aparência normal, tanto sob luz quente e com baixa intensidade quanto sob luz fria com alta intensidade.

 

 

Em 1944, Faber Birren em parceria com a DuPont fez um estudo para sinalização em ambientes:
Amarelo – linhas para chamar a atenção.
Laranja – sinaliza perigo de choque e queimadura.
Vermelho – equipamento de combate a incêndio.
Azul – sinal de cuidado. Sinaliza equipamentos e elevadores.
Branco, cinza e preto – controle de tráfico e marcação de corredores e passagens.
Esta codificação foi utilizada durante a 2ª Grande Guerra Mundial e até hoje é obrigatória na marinha americana.

 

 

Efeitos

Vermelho: teto (perturbador e pesado), paredes (agressivo e diminui o ambiente), piso (alerta e pomposo).  Na prática, o vermelho puro é utilizado como cor dominante (nas paredes), mas com mais freqüência aparece como acento.
Rosa: teto (delicado e confortável), paredes (inibidor e íntimo), piso (muito delicado e pouco usado). Geralmente é utilizado para dar uma atmosfera de intimidade feminina.
Laranja: teto (estimulante, chama a atenção), paredes (caloroso e luminoso), piso (ativo e movimentado). Laranja pastel é associada com aconchegante, vívido e sociável.
Marrom: teto (opressivo e pesado), paredes (segurança e associação com a madeira), piso (estável).
Amarelo: teto (luminoso e estimulante), paredes (quente e excitante), piso (elevado e divertido). Ele ilumina os lugares e quando em pastel, pode ser harmonizado com muitas cores.
Verde: teto (proteção), paredes (frio, seguro e calmo), piso (natural, macio, relaxante e frio).
Azul: teto (celestial, frio, se escuro fica pesado), paredes (frio e distante), piso (etéreo ou pesado se escuro). O azul tende a esfriar e ampliar os ambientes, espcialmente áreas de distribuição.
Violeta: é mais usado para acentos, não é muito recomendável em grandes áreas pois pode provocar distúrbios psicológicos.
Branco: teto (vazio e ajuda a difundir a luz), paredes (neutro, vazio, estéril e sem energia), piso (não convida ao caminhar).
Cinza: teto (sombra), paredes (neutro e tedioso), piso (neutro).
Preto: teto (opressivo, anula estruturas), paredes (obscuro), piso (abstrato).
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